domingo, 17 de setembro de 2017

That´s The Way It Is - Special Edition 2001




Quem assistiu o That´s The Way It Is, lendário filme de 1970, já suspeitava que existiam horas e mais horas de filme arquivados e que não foram aproveitados no filme de 1970. Conforme já falamos aqui em Março de 2014 https://letstalkaboutelvis.blogspot.com.br/2014/03/thats-way-it-is-1970-o-filme.html o filme mostrava Elvis nos ensaios nos estúdios da MGM, no salão do International Hotel, no palco no International Hotel, no camarim tenso e lendo os telegramas e o show. Tudo isso intercalado com os fãs comentando, gente da gravadora, pessoal da imprensa, reunião de fã clube onde foi sorteada a bicicleta para duas pessoas, pessoal do hotel, mais fãs comentando, com isso o show e os ensaios foram, de certa forma “multilados” com esses pequenos depoimentos. Na edição especial de 2001 não há depoimentos, somente Elvis nos ensaios, no camarim e nos palcos. Talvez seja um ponto positivo, mas quem assistiu o filme de 1970, vai estranhar um pouco a falta dos depoimentos, porque cada fã se identifica com pelo menos um ou dois depoimentos do original. Nada, nada, os depoimentos falam da importância de Elvis para a cultura mundial, como o público de 1970 via Elvis, um senhor deu um depoimento (creio que era da gravadora) atrás dele estão sendo transportadas caixas e mais caixas da RCA, ê lá em casa...
Bom, mas estamos aqui para falar da edição de 2001. O filme inicia com um texto falando das horas e horas que eram desconhecidas do público, “until now” até agora (em 2001). A versão de Mystery Train e Tiger Man, realmente é um bom momento do filme e anima o fã. As sessões de ensaio nos estúdios da MGM mostram Elvis e banda ouvindo os discos recém-gravados, as músicas a gente reconhece do disco That´s The Way It Is. LIttle Sister com Get Back, That´s All Right e o final com Elvis jogando o Gibson (cenas fortes recomendo pular) “na chon” como diria Dona Armênia. Love Me então, poderia ter sido incluída no filme por inteiro, com Elvis caindo e rindo a beça. Twenty Days And Twenty Nights ficou excelente a mixagem de Elvis nos estúdios da MGM e as Sweet Inspirations e os Imperials em Las Vegas. Mas peca na ausência da versão ao vivo (incluída no Lost Performances de 1992). Nesse filme algumas músicas foram incluídas só uns trechos. Os ensaios no salão do International Hotel e no palco as músicas também não estão inteiras. Uma pena porque se era pra ser uma edição especial, tem muita coisa repetida ali. Não nos esqueçamos que até saiu um material dos ensaios na MGM no Lost Performances. O show traz bastante coisa legal e também bastante coisa repetida. I Got Woman, Hound Dog, Just Pretend, The Wonder Of You, In The Ghetto, You Don´t Have To Say You Love Me, fazem parte das músicas que não estavam na versão original de 1970. Aí a gente se pergunta: Cadê a Words ao vivo? A gente sente falta dela ao vivo porque há o ensaio na MGM, há o ensaio no salão e no palco do International Hotel. Não ter Words ao vivo é uma das bolas fora do DVD. Stranger In The Crowd é outra que faz falta ao vivo, sendo que na versão de 70 já tinha um trechinho do ensaio. Little Sister em medley com Get Back com Elvis com a guitarra no palco também nesse filme ficou de fora. Lembro-me da primeira vez que vi isso na casa de um colecionador/comerciante de Elvis aqui em São Paulo.  Patch It Up por exemplo é uma das que a gente já tinha visto na versão de 1970. Muita coisa continuou desconhecida do público por um bom tempo. Tudo bem, as imagens foram restauradas, a imagem e som está melhor, mas ainda faltou muita música pra essa ser uma (special edition). The Next Step Is Love também fez falta ao vivo nesse DVD de 2001, sendo que na versão de 70 ainda há um trechinho do ensaio e dela com o áudio do disco, com Joe Esposito  entrando naquela sala forrada de Elvis, que parece o quarto de muitos e muitos fãs.  Com tudo isso a gente entra na questão do “colecionar Elvis”. Hoje em dia para se ter o máximo em mãos dessa temporada do That´s The Way It Is de oficial temos o filme de 1970, a “edição especial de 2001”, o Lost Performances de 1992, pelo menos em vídeo é só. De oficial temos o disco da época (que de trilha sonora do filme mesmo há bem pouco), os CDs do selo FTD, dentre os quais eu destacaria o The Way It Was. De não oficial temos o Complete Works de 6 CDs e 3 DVDs, o Patch It Up DVD com o ensaio no palco do International Hotel. Isso para a gente ter um resto de vida um pouco mais tranquilo. A fase On Tour também é de deixar qualquer um meio louco. Mas ainda falta falar do Lost Performances aqui. Mas por hoje é só PE PE pessoal!!! Para terminar um vídeo da série Complete Works postado já algum tempo no vimeo. 

https://vimeo.com/73834270

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Blog da Simone



Blog da Simone
Quando comecei minha vida de blogueiro em outubro de 2011, com o Blog do Baratta, já no mês de Março de 2012, me vi na obrigação de falar dos blogs dos amigos e recomendá-los. Todo blog meu tem a barra lateral direita onde eu relaciono os blogs que acho interessantes. Alguns desses blogs são de verdadeiros amigos conquistados na internet há muitos anos. Hoje em dia me espanta a quantidade de blogs que pararam com suas postagens há um ano, há dois anos, há quatro anos, tudo isso porque o público dos blogs caiu demais.
Dos blogs que pararam com suas postagens nenhum me dói tanto como o blog da Simone o “Elvis Presley Rei do Rock”. O blog durou de Junho de 2012 até Junho de 2015 onde a última postagem era justamente sobre uma “Pausa no Blog” devido a problemas de saúde. A nossa amiga Simone já acompanhava o meu trabalho lá no Blog do Baratta, passou a acompanhar o meu trabalho aqui no Let´s Talk About Elvis, sempre nos enriquecendo com suas visitas e comentários. O seu blog sobre o Elvis é um trabalho feito com muita dedicação, respeito e amor por Elvis. Muitas informações sobre livros, lançamentos em DVDs, discos, os lançamentos pelo selo FTD, muita informação sobre os filmes, uma cobertura cuidadosamente elaborada sobre a Elvis Experience e Elvis In Concert no Brasil, muitas fotos, biografia, um excelente blog. Fora o seu trabalho no blog ela estava sempre falando sobre Elvis no fórum EPFANELVIS e em muitas páginas do facebook.  
Em 20 de Agosto de 2015, Simone faleceu com apenas 39 anos. Seu trabalho com o blog está no ar e pode ser visitado no endereço.
Simone faz muita falta no universo Elvis. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Patch It Up DVD - Ensaio no palco do International Hotel



Quem assistiu ao excelente filme That´s The Way It Is de 1970, também a edição especial de 2001 teve a oportunidade de ver Elvis ensaiando com a banda nos estúdios da MGM, no salão do International Hotel, no palco do International Hotel e por fim o show no palco. Uma das cenas mais marcantes é o ensaio no palco do hotel. Elvis chega de camisa vermelha e calça preta e conduz o ensaio com profissionalismo e muita descontração. Nós, fãs que conhecemos o TTWII por meio de VHS (já postado aqui no blog), o Special Edition de 2001 por DVD (que estou assistindo novamente para postar aqui), há alguns anos tivemos o prazer de encontrar esse vídeo no you tube. Patch It Up DVD não foi lançado oficialmente, mas o vídeo tem mais de 45 minutos desse ensaio. Podemos, sem medo de errar, chamar esse ensaio de show. A plateia ali no momento era os membros da Máfia de Memphis que estão fazendo o que sabiam fazer de melhor: nada e só encher o saco. Elvis comanda ali a TCB Band, as Sweet Inspirations, os Imperials Quartet, Joe Guercio e orquestra.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

On Stage - February 1970






Lado 1
  1. C.C. Rider
  2. Release Me (And Let Me Love Again)
  3. Sweet Caroline
  4. Runaway
  5. The Wonder Of You

Lado 2
  1. Polk Salad Annie
  2. Yesterday
  3. Proud Mary
  4. Walk A Mile In My Shoes
  5. Let It Be Me (Je t´appartiens)

Esse disco apareceu pra mim quando eu andava pela lendária Galeria do Rock em São Paulo com um amigo. Lembro como se fosse hoje de estar na loja Túnel do Tempo onde o Sr. Daniel nos atendendo super bem me disse: Ah, esse disco, só o solo do James Burton em Runaway já paga o disco. Isso foi depois de 1991 quando comecei com minhas incursões até a galeria. Nessa época não havia internet e o único material que eu tinha à mão era uma revista chamada Elvis Documento Histórico de 1985, que depois foi relançada anos depois com outra capa. Nas páginas da revista não havia uma cronologia detalhando um pouco os lançamentos em discos. Nas últimas páginas tinham relacionadas a discografia, filmografia e especiais de TV. Mas informações sobre os discos mesmo não havia.
Esse disco foi o primeiro registro ao vivo de Elvis na década de 70 a década em que Elvis fez mais shows do que qualquer outro artista ou banda. E os lançamentos ao vivo eram uma boa alternativa para o Coronel cumprir a agenda de 3 discos por ano. As sessões de gravação foram nos shows de 15 a 19 de Fevereiro de 1970 no International Hotel em Las Vegas. O disco foi chamado de On Stage, February Para quem está acostumado com discos como o Madison Square Garden de 72, Aloha de 1973, o disco de Memphis de 1974, todos registros ao vivo e com a TCB Band conforme conhecemos. Mas, no On Stage a bateria é do Bob Lanning (exceto em Runaway) e Bob Morris e sua orquestra. Nós como fãs incondicionais da bateria de Ronnie Tutt, temos que reconhecer que o Bob Lanning tem uma “pegada” excelente. O disco já abre com a tijolada no peito que é a C.C. Rider. Essa versão em especial ficou com uma energia tão viva que eu paro para analisar o seguinte: a primeira faixa, do primeiro disco ao vivo da década de 1970, não poderia ser outra senão essa, nessa versão. A canção tem autoria desconhecida e foi gravada pela primeira vez em 1924. Essa canção acompanharia Elvis até sua última turnê. Release Me (And Let Me Love Again) é outra que mostra como Elvis e banda estavam super entrosados para essa temporada. Elvis recém-chegado de tantos e tantos anos em Hollywood, após um especial memorável pela NBC, tinha assumido o compromisso de voltar aos palcos em 1969 e nesse disco a gente pode entender e compreender o passo a passo de todo esse caminho. “Sweet Caroline” de Neil Diamond foi escrita para Caroline Kennedy, filha de JFK. “Runaway” é a única música das sessões de Agosto do ano anterior, 1969. Essa conta com mestre Ronnie Tutt na bateria. “The Wonder Of You” foi lançada em compacto. Fez um sucessão no Brasil. “Polk Salad Annie” é o ponto alto do disco, embora eu ache as versões do filme de ensaio no palco do International Hotel e do show infinitamente melhores. “Yesterday” dos Beatles tem um arranjo legal também. É a primeira música dos Beatles em um disco do Elvis. Curiosamente, em 10 de abril daquele mesmo ano Paul McCartney estampava a capa do Daily Mirror com a manchete “Paul Quits The Beatles”, embora a banda tivesse se separado alguns meses antes. “Proud Mary” e “Walk Mille In My Shoes” junto com as músicas desse disco era a nova abordagem de repertório nos shows de Elvis. Quando estava pra voltar aos palcos em 1969, o repertório foi cuidadosamente elaborado para o público de Vegas. O disco fecha com a (beautiful song) francesa versionada para o inglês, que já tinha sido gravada (e conhecida por muitos pelos Everly Brothers), mas também por Brenda Lee, Peter and Gordon, Nancy Sinatra, Sam & Dave, Tom Jones, Sweet Inspirations, entre tantos outros.
As capas são um espetáculo a parte. O disco sai como On Stage – February 1970 lá fora. Aqui no Brasil (tinha que ser né?) sai em 1970 um On Stage e ELVIS em letras enormes do lado esquerdo da capa, provavelmente porque a gravadora achou que seria difícil (orra) o consumidor distinguir que aquele era um disco do Elvis Presley. Apesar da capa ser diferente no Brasil, a mesma foto da contra capa foi mantida. Em 1986 aqui saiu uma reedição como On Stage February, 1970, porém com outra foto na contra capa. 

capa do americano


 
capa do brasuca

contra capa do americano

contra capa do brasuca de 1986

contra capa do brasuca de 1970

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

16 de Agosto 1977 (40 anos)





Para ilustrar essa postagem, resolvi postar a foto dos três discos que fizeram eu conhecer Elvis. Além dos discos o “meu encontro com o Elvis ainda menino” logo no começo da Elvis Experience. Ao ver aquele display com a foto do menino Elvis, um milhão de coisas passaram pela minha cabeça. Era mais que uma relação de fã e ídolo. Talvez tudo o que passou pela minha cabeça eu não consiga escrever em palavras... Hoje dia 15 de Agosto de 2017, em plena Elvis Week lá em Graceland, por volta das 20:30 da noite começa a vigília onde muitos fãs relembram Elvis mais uma vez (ok, não é bem relembrar, como se a gente o esquecesse). Por dois ou três anos consecutivos, pudemos assistir a vigília on line. Isso foi muito bom, pois esse que vos escreve, como não conseguiu visitar Graceland até hoje, pôde acender uma vela daqui também e acompanhar a vigília aqui do Brasil. Até o momento dessa postagem, não há informação se a vigília será transmitida on line.
Em 1977, segundo minha mãe, ela arrumava minha caminha (eu tinha 2 para 3 anos) e ouviu no rádio a triste notícia. Ninguém me forçou a ouvir Elvis, quanto mais virar fã. Falar de 40 anos sem Elvis é difícil pra mim, pois as primeiras lembranças que tenho dele se referem a seus discos, os três que todo mundo que me conhece já sabe que são o Elvis Today (bate na minha cara mas não fale mal desse disco perto de mim), Elvis By Request Specially For Brazil e o Welcome To My World. Durante a minha infância esses foram os três discos que mais ouvi em casa, por iniciativa própria. Muito antes do Baratta ter vídeo cassete em casa, Elvis, Beatles e Roberto Carlos eram meus melhores amigos, pois os ouvia nos discos enquanto minha mãe devia ouvir o Eli Correia no rádio da cozinha. A notícia pegou todo mundo de surpresa, ninguém estava preparado para aquilo. Da mesma forma que a Crown Eletric não estava preparada para ter o Elvis de chofer de caminhão, da mesma forma que a Sun era pequena para um Elvis grandioso que surgia e ultrapassava os próprios limites, pois era um cara a frente do seu tempo, da mesma forma que RCA não estava preparada para um Elvis mil vezes mais produtor que o Steve Sholes, da mesma forma que Hollywood não estava preparada para um cara que provou que filme com astro do rock com músicas no decorrer do filme são sim um investimento rentável (acho estranho algumas opiniões negativas sobre os filmes de Elvis, mas preciso falar disso em outra postagem um outro dia), da mesma forma que a NBC não estava preparada para um Comeback Special que foi recorde de audiência, da mesma forma que o That´s The Way It Is era pouco para um volume só, da mesma forma que o On Tour foi sucesso absoluto, da mesma forma que o Aloha foi um dos maiores acontecimentos do rock n roll e mundial, da mesma forma que as turnês dos anos 70 não estavam preparadas para acomodar todo  mundo que quisesse ver Elvis In Person, o mundo não estava preparado para perder Elvis Presley.

Depois de 1977, muitos livros foram escritos, muitas matérias foram escritas, muitos discos foram lançados, até os dias de hoje são lançados discos e mais discos pela RCA. Isso sem mencionar os títulos do selo FTD. Graceland foi aberta para visitação pública em 1982 e recebe visitas até os dias de hoje. Principalmente nas “Elvis Weeks”. Filmes como o That´s The Way It Is, On Tour, o Comeback Special, Aloha From Hawaii, todos foram relançados em edições especiais. No caso do Aloha o DVD com o que ficou conhecido como “Alternate Aloha”, o “show ensaio” que fora gravado caso algo desse errado no dia da transmissão Via Satélite. Isso sem contar o “Elvis In Concert” show com a TCB Band e Elvis em um telão gigantesco, show que tem levado fãs de volta aos anos 70 e o privilégio de estar em um show do rei. A “Elvis Experience” exposição gigantesca com itens que pertenceram a Elvis, carros, moto, aparelho de jantar de Graceland, uma das TVs em que Elvis deu uns pipocos, roupas, jumpsuits, cartões de crédito, joias, telefone de ouro, exposição que tivemos o privilégio de ter aqui no Brasil com mais de 500 itens direto de Graceland. Embora muitos discos póstumos que são lançados até os dias de hoje, muitos colecionadores ainda andam na caça por discos da primeira prensagem americana. Isso tudo oficialmente. Fora os vídeos que circulam pela internet de shows da década de 1970, DVDs não oficiais como o “Through My Eyes” que tem outtakes do filme Elvis On Tour, o próprio “In Concert” que tem o Box “The Final Curtain”, o último show de Indianápolis, isso sem contar os filmes de 8 mm que vez ou outra alguém posta na internet. Enfim, Elvis é lembrado até os dias de hoje, reverenciado como rei e amado por seus fãs.