segunda-feira, 2 de junho de 2014

40 anos de Elvis Recorded Live On Stage In Memphis



Mais uma foto inédita hoje. Trata-se do show em Memphis que Elvis fez em 1974 no Midsouth Coliseum. Em menos de 4 horas, todos os 12.000 ingressos foram vendidos e do lado de fora uma fila se formava para o show da noite. Você pode ouvir esse CD LIVE ON STAGE IN MEMPHIS e sentir a emoção, energia e vibração do público. Elvis estava feliz e era nítido o seu nervosismo por estar cantando em Memphis.
Descrição na foto por Angel Presley



Tomei conhecimento desse disco por volta do início dos anos 90. Um dia um amigo passa em casa me perguntando se eu ia com ele buscar a namorada no Metrô e colocou o Roberto Carlos 1996 na faixa “Negro Gato” no último volume, por onde quer que passássemos, caso não fossemos vistos seriamos ouvidos. Ao chegar lá acabamos passando em uma loja de discos onde ele puxa esse. Eu mesmo não tinha dinheiro (claro, o Baratta sempre né?) mas tudo bem. Ao olhar a capa eu exclamei: Olha, Graceland. Aí lendo as informações pensei: Uia, um show do Elvis em 1974. Não, eu não sabia da existência desse LP. Numa era bem pré-internet, a única fonte que eu tinha era uma revista onde vinha todos os discos do Elvis relacionados, mas em uma lista que fatalmente o leitor acaba passando em branco por um ou outro disco.  E outra né? Brasil!  il il il... o disco jamais teria sido lançado por aqui se não fosse o saudoso Marcelo Costa presidente da SPEPS São Paulo Elvis Presley Society. Ele tinha contato com o pessoal da RCA aqui no Brasil e lançou esse LP que completa 40 anos agora em 2014.

Elvis não se apresentava em Memphis desde 1961 quando tinha feito um show beneficente. Elvis ganhou seu terceiro Grammy pela execução de “How Great Thou Art” contida nesse disco. A gravação de “Let Me Be There” desse show foi lançada em um compacto promocional em 45 RPM com a mesma música dos dois lados (mono e stereo) e foi usada no disco “Moody Blue”. É um dos poucos discos que não tem o rosto de Elvis na capa que traz a foto de sua mansão Graceland e a contra capa traz uma foto dos portões musicais. A foto com Elvis no canto direito superior foi feita apenas na edição brasileira do disco.


Fonte: elvisrecords.us


Meu vinil brazuca
Creio que esse disco seja o único disco oficial e ao vivo em que no baixo da TCB Band está o Duke Bardwel, baixista que ficou do inicio de 1974 até meados de 1975. É o primeiro disco onde se poderia ouvir o medley “I Got a Woman / Amen” com famoso avião feito por JD Sumner. Hoje com o advento dos FTDs, e gravações de tantos shows, é fácil encontrar versões e mais versões desse medley, mas note que 1974 é a primeira vez desse medley em disco. Em filme tem esse medley no Elvis On Tour de 1972. Outra novidade ao vivo é “Help Me”.

Em 2004 a FTD lançou o show inteiro contendo várias músicas como “Fever”, “Suspicious Minds”, “Steamroller Blues”, “Polk Salad Annie” que tinham sido omitidas do LP da época, pois essas músicas já tinham saído em outros discos ao vivo.

Agora em 2014 a Sony/Legacy lança em comemoração aos 40 anos desse show um disco duplo contendo basicamente no primeiro disco o FTD lançado em 2004 e o show no Richmond Coliseum dois dias antes, mas com set list parecido. Também inclui ensaios e gravações recentemente descobertas em estúdio.

Banda no palco
James Burton e John Wilkinson ( guitarras ); Charlie Hodge ( guitarra e vocal ); Duke Bardwell (baixo) ; Ronnie Tutt (bateria) ; Glen D. Hardin (piano) ; The Sweet Inspirations , JD Sumner & The Stamps , Kathy Westmoreland (vocais) com Joe Guercio e sua orquestra .

Set list do LP, FTD em 2004 e Sony/Legacy em 2014, contido no Wikipédia.

Side one
No.
Title
Writer(s)
Length
1.
Traditional, arranged by Elvis Presley
3:03
2.
"Medley: I Got a Woman/Amen"  
Ray Charles, Renald Richard
4:45
3.
"Love Me"  
1:50
4.
Rose Marie McCoy, Charlie Singleton
2:02
5.
Enotris JohnsonRobert Blackwell,Penniman
Dave "Curlee" Williams, Sunny David
Kenny LogginsJim Messina
Jesse Stone, Lou Willie Turner
Jerry Leiber and Mike Stoller
3:32
6.
"Why Me Lord?"  
2:50
7.
Stuart K. Hine
3:44
Side two
No.
Title
Writer(s)
Length

1.
2:59

2.
"Help Me"  
2:42

3.
3:57

4.
3:33

5.
2:22

6.
2:14

7.
1:36

8.
"Closing Vamp"  
0:47


No.
Title
Length
1.
"Also sprach Zarathustra" (previously unissued)

2.
"See See Rider"  

3.
"Medley: I Got A Woman / Amen"  

4.
"Love Me"  

5.
"Tryin' To Get To You"  

6.
"All Shook Up" (previously unissued)

7.
"Steamroller Blues" (previously unissued)

8.
"Medley: Teddy Bear / Don't Be Cruel" (previously unissued)

9.
"Love Me Tender" (previously unissued)

10.
"Medley: Long Tall Sally / Whole Lotta Shakin' Goin' On / Mama Don't Dance / Flip, Flop and Fly / Jailhouse Rock / Hound Dog"  

11.
"Fever" (previously unissued)

12.
"Polk Salad Annie" (previously unissued)

13.
"Why Me Lord"  

No.
Title
Length
14.
"How Great Thou Art"  

15.
"Suspicious Minds" (previously unissued)

16.
"Introductions" (previously unissued)

17.
"Medley: Blueberry Hill / I Can't Stop Loving You"  

18.
"Help Me"  

19.
"An American Trilogy"  

20.
"Let Me Be There"  

21.
"My Baby Left Me"  

22.
"Lawdy, Miss Clawdy"  

23.
"Funny How Time Slips Away" (previously unissued)

24.
"Can't Help Falling In Love"  

25.
"Closing Vamp"  

No.
Title
Length
1.
"Also sprach Zarathustra"  

2.
"See Rider"  

3.
"Medley: I Got A Woman / Amen"  

4.
"Love Me"  

5.
"Tryin' To Get To You"  

6.
"All Shook Up"  

7.
"Steamroller Blues"  

8.
"Medley: (Let Me Be Your) Teddy Bear / Don't Be Cruel"  

9.
"Love Me Tender"  

10.
"Medley: Long Tall Sally / Whole Lotta Shakin' Goin' On / Mama Don't Dance / Flip, Flop and Fly / Jailhouse Rock / Hound Dog"  

11.
"Fever"  

12.
"Polk Salad Annie"  

13.
"Why Me Lord"  

No.
Title
Length
14.
"Suspicious Minds"  

15.
"Introductions"  

16.
"I Can't Stop Loving You"  

17.
"Help Me"  

18.
"An American Trilogy"  

19.
"Let Me Be There"  

20.
"Funny How Time Slips Away"  

21.
"Can't Help Falling In Love"  

22.
"Closing Vamp"  

23.
"Down in the Alley" (previously unissued rehearsal)

24.
"Good Time Charlie's Got the Blues" (previously unissued rehearsal)

25.
"Softly As I Leave You" (previously unissued rehearsal)

26.
"The First Time Ever I Saw Your Face" (previously unissued rehearsal)

27.
"The Twelfth of Never" (previously unissued rehearsal)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

ELVIS PRESLEY E OS FILMES!

Elvis era um artista completo: cantor, ator, produtor (desde o início era Elvis quem ditava as regras dentro do estúdio) o produtor mesmo Steve Sholes da RCA, muitas vezes já se dava por satisfeito durante as gravações, mas Elvis se cobrava e um dos primeiros sinais do perfeccionismo de Elvis seria em Hound Dog, trinta tomadas (takes). Nos filmes, Elvis dava tudo de si, pois não queria ser o cantor que também fazia filmes e sim, queria ser reconhecido como ator. Ah, os filmes de Elvis? Nem me venha com aquele papo de: Ah, sim! Eu assistia muito na Sessão da Tarde. Muito menos com a blasfêmia de dizer: Eu vi todos os filmes do Elvis, passava na Sessão da Tarde! Bom, goste você ou não dos filmes, Elvis foi sim refém do Coronel Parker, ficou confinado em Hollywood e os filmes estão aí. Os filmes de Elvis eram tranqueiras cinematográficas? Elvis era um péssimo ator? Perdeu a noção do perigo, rapá?
Sim, sou fã de Elvis e defendo-o até o último segundo.
Elvis era do tipo de ator que decorava além do seu papel, o papel, as falas de todas as personagens, não apenas o papel dele. Isso já mostra o quanto ele era comprometido com os filmes. Elvis era um grande fã de cinema. Para Elvis foi muito importante em seus primeiros filmes conhecer os atores e atrizes que transitavam pelo set de filmagens. No filme “Elvis O Início de Uma Lenda” de 2000, mostra uma cena curiosa no set de filmagens de “Love Me Tender” um Elvis humilde acima de tudo, junto com o pai e a mãe e maravilhado com os atores que por lá via. Nem sempre os atores e atrizes já (estabelecidos) teriam a mesma cordialidade com Elvis. Provavelmente pensavam: Mas o que é que esse cara tá fazendo aqui? Ainda sobre “Love Me Tender” é preciso dizer que Elvis não queria cantar música alguma no filme.
Para toda a indústria cinematográfica que duvidara de Elvis, para os amantes do cinema que até hoje falam com desdém dos filmes de Elvis, para quem tem problema que não permite entender os filmes de Elvis, um XUPA em letras maiúsculas! Os filmes de Elvis foram sucesso de bilheteria, as trilhas sonoras venderam e tudo que é fã tem que ter os filmes. Em G.I.Blues por exemplo existe uma grande referência a um aspecto que vemos bem de perto hoje em dia, não vou mencionar o quê exatamente, mas o leitor e fã entenderá. Na cena em que Elvis canta a canção “Doin´The Best I Can” em um night club, um dos soldados visivelmente descontente vai até a jukebox e coloca de Elvis Presley “Blue Suede Shoes”, que por sinal lembra um pouco a versão do compositor Carl Perkins, embora eu prefira a versão explosiva de Elvis. Outro soldado adverte: Ele está cantando! O outro diz: E daí? Quero o original! Uia, mensagem subliminar antipirataria de Elvis num filme no início dos anos 60?



Aliás, não é apenas no G.I. Blues que somos presenteados com a presença de Juliet Prowse, ela aparece também no filme That´s The Way It Is, chegando para assistir o show em Las Vegas. Fora as conexões Elvis/Dean Martin/Jerry Lewis que estou montando para uma postagem em breve. Mais uma particularidade. Em Double Trouble, quando Elvis vai conhecer o tio da garota rica e amuleto de encrenca, Elvis admira um quadro de uma bela casa, que lembra muito bem a sua própria mansão Graceland. 




Em “It A Happened World Fair” Elvis é golpeado na canela, sem dó por Kurt Russel ainda moleque. Referência também em “Viva Las Vegas” a capital mundial do jogo, das apostas, uma referência à sua volta triunfal aos palcos em 1969 e onde se firmou por completo na década de 1970? Seria uma restituição daquele bolo de dinheiro levado pelo ralo da piscina enquanto ele tentava marcar um qualquer coisa com a Ann? Isso é só uma amostra do que existe nos filmes de Elvis para ser decifrado, pouco a pouco vamos falando de cada um dos 33 filmes. Já falamos aqui do That´s The Way It Is de 1970, filme e documentário.

A seguir uma lista dos filmes estrelados por Elvis
Fonte Wikipédia.

Nome
Data
Personagem
Comentários
Dr. John Carpenter
Último filme de Elvis lançado no começo de 1970.
Walter Hale
Jess Wade
Único filme onde Elvis não canta nenhuma canção em cena, além de usar barba.
Greg Nolan
Steve Grayson
Contracena com Nancy Sinatra.
Joe Lightcloud
Scott Heyward/Tom Wilson
Guy Lambert
Ted Jackson
Mike McCoy
Rick Richards
Johnny
Johnny Tyronne
Lonnie Beale
Rusty Wells
Charlie Rogers
Talvez seu último grande sucesso de público, tanto nas bilheterias quanto na trilha sonora e também de crítica.
Lucky Jackson
Considerado um de seus melhores musicais. Um verdadeiro marco em sua carreira cinematográfica.
Josh Morgan/Jodie Tatum
Elvis faz dois papéis - gêmeos, um de cabelos escuros e outro de cabelos claros (peruca).
Mike Windgren
Contracena com Ursula Andress, a primeira bond girl.
Mike Edwards
Pequena aparição de Kurt Russell, então com 10 anos.
Ross Carpenter
Walter Gulick
Terceira refilmagem de Kid Galahad, uma inclusive tendo como ator Humphrey Bogart em 1937.
Toby Kwimper
Chad Gates
Talvez o seu maior sucesso de bilheteria. O LP da trilha sonora do filme foi o LP de maior venda de Elvis.
Glenn Tyler
Pacer Burton
Só canta uma canção em cena. Participação de Barbara Eden, de Jeannie é um Gênio. Esse é um de seus trabalhos mais elogiados.
Tulsa McLean
Danny Fisher
O filme foi primeiramente oferecido a James Dean, mas devido a sua morte foi cancelado o projeto. Participação de Walter Matthau. É considerado um dos melhores filmes de Elvis Presley.
Vince Everett
Entrou para o Registro Nacional de Filmes dos EUA no ano de 2004, entrando para a eternidade do cinema americano.
Jimmy Tompkins(Deke Rivers)
Clint Reno
Primeiro filme de Elvis e único em que seu personagem morre.



Baratta