domingo, 30 de março de 2014

Elvis Presley Day - Por Simone Fernandes

No dia 25 de fevereiro de 1961, foi decretado pelo governador de Tennessee, Buford Ellington, pelo prefeito de Memphis, Henry Loeb, como o dia de Elvis Presley.
Para esse grande acontecimento, foi organizado um grande almoço com duzentos e vinte e cinco convidados - custando 100 dólares o convite.
O almoço foi realizado no 'Claridge Hotel' ao meio-dia. Também neste grande dia, Elvis recebeu um prêmio da RCA, por 75 milhões de discos vendidos. Mais tarde, Elvis fez um show no 'Ellis Auditorium' (lungar onde fez seus primeiros shows em 1957), com o apoio de Scotty, DJ, Floyd Cramer, Randolpher Boots e The Jordanaires, além de Larry Owens Orchestra. Houve também uma matinê e espetáculo à noite.
Elvis vestia um smoking branco e calças pretas. Cantou músicas como: 'Heatbreak Hotel'; 'Love Me'; 'A Fool Such As I'; 'One Night'; 'Doin' The Best I Can'; além do seu sucesso mais recente 'Surrender' e encerrando com 'Houd Dog'.
O show também beneficiou com 51.612 doláres levantados para um grande número de instituições e o 'Elvis Youth Centre', em Tupelo.
Fonte: Os Arquivos de Elvis.
Adaptação de texto: Simone Fernandes.

sexta-feira, 14 de março de 2014

That´s The Way It Is (1970) - O filme!



A primeira lembrança que tenho com relação a esse filme é a primeira vez que vi a capa do VHS na vídeo locadora que eu era sócio e que ficava perto de casa. A foto não foi extraída do filme de 1970,mas o título “Elvis É Assim”, fez o meu amigo ao meu lado pertguntar “ É um filme ou documentário?”, e eu prontamente respondi com toda minha sabedoria: “E eu lá sei?”. 



Eu que conhecia Elvis apenas pelos discos, jamais poderia imaginar cenas como essas vistas nesse filme. Não se trata de um filme do seu período de 9 anos em Hollywood. Elvis brinca, ensaia, ri, bagunça o coreto, tenso em uma noite de estréia de temporada, ao mesmo tempo dando tudo de si, se entregando de corpo e alma, profissionalismo, originalidade e desenvoltura no palco em canções como “Polk Salad Annie”, “Bridge Over Troubled Water”, I Just Can´t Help Belevin” (letra no banquinho, sim! Muito antes de teleprompter de artista preguiçoso.

O filme é um importante filme/documentário que se divide entre ensaios na MGM, no próprio hotel, depoimentos de fãs, reunião de fãs clubes, com banda tocando músicas do Elvis, fãs chegando dos quatro cantos do mundo, depoimento de funcionários da gravadora, do International Hotel, o show, a recepção do público, etc. 



É o filme preferido de muitos fãs. “That´s The Way It Is” mostra Elvis em sua melhor forma, porém não tudo. Algumas sobras desse filme originaram um segundo home vídeo “The Lost Performances” com outtakes do TTWII e On Tour de 72 e uma edição especial em 2001 do TTWII. (em breve faremos uma postagem para esses três títulos). Mas como fã de Elvis sofre, ainda não é tudo. No mercado informal já apareceram “Patch It Up DVD”, (esse estava no you tube até pouco tempo atrás, TTWII Complete Works (10 dvds) isso em vídeo, porque em áudio a quantidade de material pra esse filme é imensa e assustadora.

O disco vamos comentar em outra postagem também.
Esse filme é recomendadíssimo e obrigatório para todo fã de Elvis. Eu usaria esse filme para apresentar Elvis a uma pessoa que ainda não conhece sua obra.
Da minha parte eu asssisti repetidas vezes na casa da minha avó, que tios meus as vezes perguntavam: Mas esse filme de novo? No meu interior eu pensava: Por isso que você é uma bosta de pessoa vazia, sem sal e quando nasceu os anjos devem ter chorado de desgosto. Sim, o sarcasmo ácido já dava os primeiros sinais.

O filme não tem história, não tem roteiro. Provavelmente devem ter chegado para Elvis e dito: “Seja você mesmo!”. Elvis dá destaque a sua banda, a TCB Band, Sweet Inspirations e The Imperials.

TÍTULO ORIGINAL Elvis, That’s The Way It Is
GÊNERO Musical
TEMPO DE DURAÇÃO 107 minutos
DATA DE LANÇAMENTO [EUA] Dezembro 1970
ORIGINAL Colorido
ESTÚDIO Metro-Goldwyn-Mayer
DIREÇÃO Denis Sanders
PRODUÇÃO Herbert F Solow






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Elvis 1960 - 1963



Geralmente quem conhece um pouco que seja sobre Elvis Presley, vai quase sempre associar ele a rebeldia juvenil dos anos 50. Bem, esta é apenas uma face da verdade sobre o maior mito da música, hoje gostaria de explorar um pouco mais sobre outro Elvis, o Elvis que de certa forma, em minha opinião de fã, eternizou o Elvis Rebelde dos anos 50, estou falando do Elvis bom-moço, o Elvis que voltou em 1960 após dois anos de exército.
            Vamos aos fatos reais, primeiramente sabe-se, sem ilusões, de que Elvis foi para o exército americano em 1958, como parte de uma grande jogada de marketing, de seu empresário o raposão Coronel Parker, que queria exatamente isto, construir a imagem de um Elvis patriota, o perfeito americano, um artista que iria entreter a família e não apenas a juventude. Para que esta mudança ocorresse, seriam necessárias medidas, medidas estas que não viam apenas de Parker não, principalmente no que diz respeito a música que Presley começou a produzir no seu retorno do exército. O Rock mais cru e selvagem dos anos 50 deu espaço para um som mais dançante e mais leve, leve no sentido da mudança de timbre das guitarras usadas a partir de março de 1960, no acréscimo do sax a banda, além da presença de agora duas guitarras, uma rítmica mais grave, e outra mais aguda que geralmente se ocupava dos solos. Esta experiência com duas guitarras já havia ocorrido na sua última sessão nos anos 50 a sessão de junho de 1958, em Nashville, aliás a Cidade da música como é conhecida Nashville nos EUA, tem muito a ver com esta mudança também, Chet Atkins, excelente guitarrista era um dos responsáveis pelos arranjos de muitos artistas que gravavam em Nashville por fim dos anos 50, épica em que Elvis estava temporariamente “aposentado”, Atkins, sempre trabalhou como auxiliar de Steve Sholes, que era o produtor de Elvis na época, e ambos juntamente com o rei, aproximaram o som do chamado “Nashville Sound”, do qual Atkins era um dos mentores, que na época dominava a música feita no sul dos EUA, era um som mais leve e dançante, com mais instrumentos e vocalização mais marcante, Elvis aliou isto as suas raízes de R&B, e assim foi concebido todo o panorama deste novo som.
            Quando o assunto era Hollywood, Elvis seguia basicamente a mesma receita, salvo exceções como Blue Hawaii e G.I. Blues por exemplo, que exigiam canções com arranjos peculiares atrelados não apenas aos roteiros dos respectivos filmes como exigiam arranjos que por vezes refletissem a cenário, como o Hawaii,  ou o tema de cada filme, como canções com motivos militares e alemães no caso de G.I. Blues,e mesmo nestas condições Elvis seguia basicamente a mesma receita já que em Hollywood, ele não tinha Atkins e Sholes, cada trilha tinha seu próprio diretor musical, embora fosse Elvis quem comandasse tudo nos Estúdios de Thorn Nogar, a Radio Records, onde todas as trilhas deste período foram gravadas exceto Follow That Dream que foi registrada de forma rara em Nashville.
            Outra mudança no quesito música, vinha de uma questão fisiológica Elvis contava agora com 25 anos, e uma voz que só iria ficar mais e mais aveludada principalmente neste período de gravações entre 1960 e maio de 1963, e a curta porém significativa sessão de janeiro de 1964, período que encerra as sessões de Nashville, uma vez que de Viva lãs Vegas em diante Presley se dedicaria quase que exclusivamente as trilhas só voltando a cidade da música de fato em 1966 mas este é outro assunto, já que a “crise” desta fase começaria com a aparição dos Beatles em 1964, sendo que este também é outro assunto interessante e merece posterior apreciação em momento apropriado.
            O Elvis que voltou do exército estava diferente mais magro, loiro novamente e com um topete gigante, esta imagem porém duraria pouco, logo ele já estaria novamente em Hollywood e cortaria o cabelo voltaria a tingir ele de preto, e por falar em Hollywood La também seria o foco principal da mudança de atitude de Presley, agora seus filmes seriam quase que exclusivamente comédias açucaradas e leves e com cenários paradisíacos especialmente após o sucesso de Blue Hawaii em 1961, que sepultou qualquer chance de Presley tornar-se uma ator sério, já que após dois filmes de qualidade razoável e dramaticidade idem, “Flaming Star” e “Wild in The Country”, as bilheterias ditaram as ordens, Presley como um ótimo empregado da indústria do entretenimento, teria que seguir o que seus fãs da época queriam que era filmes e músicas leves....bem isto encheu os bolsos do astro de dólares mas foi a gênese de uma grave crise artística que só iria dar frutos por volta de 1965, mas este também é outro assunto.
Voltemos aos fatos, este novo Elvis, tinha muitos aspectos interessantes, sempre li na literatura sobre o rei, críticas a este período, que na minha opinião, é incrível, o período foi caracterizado por lançamentos de dois álbuns ano, sendo um trilha de algum filme mais divulgado na época e outro gravado por ele em Nashville que nada tinha de filme, o curioso é que entre 1960-62, os álbuns trilha vendiam mais que o dobro dos não trilha mostrando a RCA e a Parker o caminho que deveria ser seguido após 1962.
Bem, além disto, Elvis estava em seu período mais Mauricinho de todos, especialmente após Follow That Dream filmado em 1961 e lançado em 1962, Elvis agora usava brilhantina nos cabelos mais curtos e bem aparados em 1963 ele começaria com o  Fixador de cabelo sem brilho molhado.
O período foi marcado também por muito sucesso, na parada de singles, grandes Hits de sua carreira vieram do período, como “Its Now Or Never”, “Are You Lonesome Tonight”, “His Latest Flame”, “Cant’ Help Falling in Love”, “Return To Sender” “Devil In Desguise”.
Agora retorno ao inicio para defender meu ponto de vista. Por que razões este novo Elvis engomadinho, e polido ajudaria a eternizar o Elvis Rebelde de alguns anos antes?? Bem Parker foi esperto ao ampliar o público do rei, ao deixar os adolescentes rebeldes, que logo logo seriam pais, Elvis ampliou o público não apenas para os adolescentes mas também para os pais destes que agora tinham um astro comportado para os filhos idolatrarem, sendo que estes mesmos pais poderiam agora também ver valor neste mesmo artista. As crianças também começaram a gostar do rei, que agora fazia filmes em que elas apareciam mais, vira e mexe Presley cantava alguma canção, para elas, e até mesmo teve co-stars infantis nesta época, como a Su-Lin de “It happened at the world’s fair”, ou o Raoul de “Fun In Acapulco”,  ou seja aqui Elvis começou a moldar o seu futuro que perdura até hoje, o de símbolo americano um artista que transcendeu seu tempo, durante o seu tempo, já se perguntaram o que aconteceria se Elvis seguisse rebelde como nos anos 50?? O que seria dele nesta época de 1960?? Provavelmente ele viveria de revivals como Chuck Berry por exemplo, sendo que aqui em sua primeira reinvenção, ele foi além inclusive do rock, o novo Elvis não cantava apenas rock, ele cantava de tudo, de rock à baladas açucaradas com uma voz de ouro, canções com pegada latina, e traduções para o inglês de óperas italianas,  é bem verdade que esta fase teria sua crise mas nada que ele não pudesse driblar e novamente se reinventar, aqui esta a gênese de toda a durabilidade da carreira dele, aqui esta a primeira reinvenção de Elvis Presley,  que deixou de ser um ídolo rebelde para começar a se tornar um ídolo mais requintado e focado aqui neste período no cinema, ajudando a eternizar sua imagem como um artista profissional e completo, cuja carreira dura até os dias de hoje conquistando novos fãs como este que vos fala, que aliás ama de paixão este período do eterno rei do rock!
Texto Daniel Tessari

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Para Elvis - Por Gê Bouvier



"Como queria ter nascido na sua época, de poder te esperar no portão de Graceland e poder te dizer que, não consigo evitar de me apaixonar por você, quem sabe você poderia me dar um autógrafo e tirar uma foto comigo. Eu te pediria para não ser cruel e me deixasse ficar mais um pouco, sem dúvidas quando você me abraçasse eu ia ficar toda arrepiada! Talvez você ficasse assustado mas eu te diria para não ligar apenas seria meu jeito por ficar tão perto de você. Quem sabe você estivesse com os seus sapatos de camurça azul, e até dançaríamos um pouco mas se não fosse possível, ah, baby eu não ligo! Pois este dia sem dúvidas este seria um, dia feliz! Te convenceria que, você esteve sempre em meu pensamento e talvez eu soubesse mais sobre você do que você mesmo rs. Quem sabe eu te raptasse e nós iríamos até Vegas no Lisa Marie cantando Viva Las Vegas, para comer uns sandubas. No caminho nos meteríamos em problemas, mas com seus golpes de karatê iria nos tirar dessa daríamos boas risadas e sairia tudo bem, no final do dia eu saberia que acabou afinal, somos de mundos diferentes tínhamos que tomar caminhos separados.  Mas antes que eu fosse você diria beije-me logo, seria um momento inesquecível um amor ardente marcado para sempre em mim. Mas se eu puder sonhar eu vou continuar sonhando com você e revivendo tudo isso novamente, mesmo que nada disso seja real. Escrevo minhas memórias para você e pensando em você, meu garoto, que amo tanto!"
- Gê Bouvier

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Return To Sender (1962) - Por Simone Fernandes



Elvis gravou  "Return To Sender",  na primavera de 1962, para o filme "Girls! Girls! Girls!".
Foi escrita pelo compositor Otis Blackwell, que tinha escrito antes os clássicos de Presley,  "Dont Be Cruel" e "All Shook Up". Elvis também gravou outras composições de Blackwell incluindo "Paralysed", "Fever", "Make Me Know It" e "Easy Question". Num documentário de 1971, Blackwell descreveu como surgiu o título da canção. "Eu tento arranjar títulos que nunca tenha ouvido antes”, disse ele.  “Normalmente, primeiro tento arranjar o título e depois escrever uma história em torno dela. Eu estava sentado e me lembrei de vários títulos e aquele me pareceu ser o melhor”.

Numa entrevista em 1991, publicada na revista “Elvis: The Man And His Music”, Blackwell explicou como a canção foi escrita e como chegou a Elvis. Segundo Blackwell, o Coronel Parker, que era frequentamente acusado de não deixar chegar a Elvis um material bom para gravação, foi o responsável por colocar "Return  To  Sender"  nas mãos de Elvis. 

 “A primeira canção que Winfield Scott e eu escrevemos para Elvis Presley, foi 'Return To Sender'... Nos mostraram o filme e nesse filme nos deram vários títulos para compôr. E só houve um título dos que escrevemos que chegou ao filme – 'We're  Comin'  In  Loaded'. Também escrevemos 'Return To Sender', mas esse não era um dos títulos. O Coronel Parker foi a New York e me disseram para ir ao encontro dele.  

Ele me disse que Elvis ia fazer um filme, e que precisava de uma música e me perguntou se eu tinha alguma. Eu disse que as duas únicas canções que tinha eram 'Were Coming In Loaded' – que  tínhamos escrito para o filme – e outra  que ainda não tinha um título definido. Ele disse: 'Bem,  de  qualquer  forma você tem, e Elvis vai gostar de ouvir, por gostar do seu material'. Então eu respondi: - 'Vou mostrar a Elvis... Acho que ele deve ouvir. E se houver alguma forma dela entrar no filme, isso é muito bom'. Eu coloquei o nome de 'Return To Sender' e ele respondeu: 'Não  se  preocupe.  Ela  vai  entrar  no  filme.  Posso te garantir porque é uma ótima canção'. Pouco depois, ela estava na trilha sonora. Não me lembro em qual filme entrou."

Claro que esse filme foi “Girls! Girls! Girls”, de 1962. Nele, Elvis canta 'Return To Sender'  numa cena num clube noturno. Hoje em dia parece um pouco estranho ver Elvis dançar twist enquanto cantava a música que se tornaria um dos seus maiores sucessos. O twist, claro, era uma dança popular no início dos anos sessenta, por isso, era normal que Elvis o integrasse aos seus movimentos em algumas das atuações em “Girls! Girls! Girls!”. Os Jordanaires tiveram destaque em 'Return To Sender'. Elvis a gravou no dia 27 de março de 1962, nos estúdios da Radio Recorders, em Hollywood. Os músicos de Presley, Scotty Moore, D.J. Fontana e Dudley Brooks estavam presente no estúdio para os arranjos das canções da trilha sonora de “Girls! Girls! Girls!”. O saxofone de Boots Randolph deu um toque de abertura memorável em  'Return To Sender'.

O apoio vocal extensivo dos Jordanaires teve ênfase na mistura final da gravação. De fato, há alguma ironia, por Coronel Parker ter levado 'Return To Sende'r a Elvis. Parker sempre reclamava que as vozes dos Jordanaires ficavam altas demais nos discos da RCA e insistiu que ficassem afastados para a voz de Elvis ficar em destaque. No entanto, em  'Return To Sender', a parte dos Jordanaires é tão forte que, no mínimo, suprimem a voz de Elvis e em algumas alturas, chegam mesmo a superá-lo.

A canção ficou 16 semanas no Hot 100 da Billboard. Entrou no top número 68 no dia 20 de outubro de 1962. Duas semanas mais tarde 'Return To Sender' chegava ao top 10, onde ficou durante 10 semanas. No entanto, nunca chegou ao Número 1. No dia 17 de novembro fixou-se no segundo lugar, onde permaneceu durante 5 semanas. O disco de Presley foi lançado na mesma época de 'Big  Girls Dont Cry' dos 'The Four Seasons', um sucesso que manteve 'Return To Sender' afastado do topo da tabela nessas cinco semanas. Mas Elvis conseguiu chegar ao Número 1, durante uma semana, no Top 100 de  Singles da revista  Cashbox. No entanto, como o Hot 100 era muito usado na indústria musical, normalmente 'Return To Sender' não está incluída na longa lista de discos de Presley que chegaram ao primeiro lugar. Elvis foi o pai dos tops entre 1956 e 1962.
 
Elvis, estourou com o sucesso de 'Return To Sender', em 1962, e parecia que ele estava no auge de sua carreira. O disco era o 24º. single da RCA, desde 'Heartbreak Hotel', em 1956. Ambos sucessos destes dois singles tinham chegado ao Top/Hot 100 da Billboard. Pelo menos um dos 24 singles chegaram ao top 5 da tabela. Treze chegaram ao Número 1 e 'ReturnTo  Sender' quase conseguiu ser o 14º. Número 1. 

Depois de 'Return To Sender' sair do Hot 100 em fevereiro de 1963, o desempenho de Elvis nos tops começou a deteriorar-se. O seu single seguinte, 'One Broken Heart For Sale', chegou ao número 11, tornando-se o primeiro single de Presley na RCA a não chegar ao top 10. Depois vieram  os  lançamentos  sem éxito em  1964  – "Kissin' Cousins", "Kiss Me Quick", "Viva Las Vegas", "Such A Night" e "Aint That Lovin' You Baby". Claro que o domínio das tabelas americanas pelos Beatles, em 1964, também teve a ver com o declínio de Elvis, mas um fator igualmente danificante foi o abandono de alguns  dos compositores de elite de Elvis. Por exemplo, Aaron Schroeder, compositor dos discos Número 1de Presley 'A Big Hunk O Love', 'Stuck On You' e 'Its Now Or Never', deixou de compor para Elvis depois de uma disputa sobre os direitos de autor de 'Good Luck Charm' em 1962. E pouco depois de  'Return To Sender', as composições de Otis Blackwell iriam deixar de atravessar no caminho de Elvis. O resultado foi um desfile sombrio de covers, temas rejeitados pela RCA e canções de bandas sonoras, lançados em singles de Presley durante a meia dúzia de anos seguinte. Basta dizer “Return To Sender” e as pessoas pensam “Elvis Presley”... Então,  'Return To Sender'  foi o último de uma lista sem precedentes de 24 sucessos do Hot 100 consecutivos de Elvis Presley. Depois da morte dele, ainda existe duas expressões que, quando são ouvidas, fazem as pessoas lembrarem imediatamente de Elvis Presley:  'All Shook Up' e 'Return To  Sender'. No ano em que Elvis teria feito 58 anos, no dia 8 de janeiro de 1993, os serviços postais americanos editaram um selo comemorativo com a sua imagem.

Segundo a  Wikipedia, “muitos colecionadores enviaram envelopes, com o selo de Elvis, para moradas  fictícias na esperança de receber as cartas de volta não só com o carimbo do dia do lançamento, como também com a marca ‘return to sender’”. 



Composição: Oti Blackwell / Winfield Scott
Gravada em: 27 de março de 1962 
 LETRA:
I gave a letter to the postman,
he put it his sack.
Bright in early next morning,
he brought my letter back.
She wrote upon it:
Return to sender, address unknown.
No such number, no such zone.
We had a quarrel, a lover's spat
rite I'm sorry but my letter keeps coming back

So then I dropped it in the mailbox
And sent it special D.
Bright in early next morning
it came right back to me.

She wrote upon it:
Return to sender, address unknown.
No such number, no such zone.
This time I'm gonna take it myself
and put it right in her hand.
And if it comes back the very next da
then I'll understand the writing on i

Return to sender, address unknown
No such person, no such zone.

Return to sender...
Return to sender...

Crítica:
- Stephen Harper (USA): "Esta canção foi gravada em 1962 para o 11º. filme de Elvis, “Girls! Girls! Girls!”. Elvis e os Jordanaires estão em forma e produzem um clássico absoluto. Esta canção, apesar de merecer um primeiro lugar no top, passou cinco semanas no número 2 do top americano (Big Girls Dont Cry dos The Four Seasons foi o tema que se manteve na primeira posição). Um dos motivos porque Elvis não cantou este tema ao vivo (assim como muitos dos seus primeiros sucessos). O Aloha também revela bem isto uma vez que ele só canta um pouco de 'Hound Dog', um 'Blue Suede Shoes' rápido, uma boa versão atualizada de 'A Big Hunk' O' Love', 'Love Me' e claro, o tema final, 'Cant Help Falling In Love'. Estes são os únicos sucessos dos primeiros anos que ele cantou naquela noite enquanto se concentrava em temas mais maduros e  modernos."
è  O tema está incluído no Cd “Elv1s 30 #1 Hits”
 Sony Music
Lançado em  JUN/2003
* Reportagem: Alan Hanson
*Adaptação de texto: Simone Fernandes – Blog: Elvis Presley Rei do Rock

* Fonte:  Clube Oficial de Fans de Elvis – Burning Star e Elvis History Blog